24.4.16

times past

Neste momento o tempo avança sem mesmo que eu me aperceba. os dias vão passando e por vezes apreciamos certos momentos ,  noutros vamos avançando tão naturalmente como respiramos, algo natural e que já nem reparamos. neste momento, o passado são memórias distantes mas boas, que criaram uma nostalgia de sentimentos e experiências que tememos não voltar a ter. O amor, o riso, a leveza que existiram numa infância adulta. “E agora?”, esta é a pergunta que me tem assombrado a mente. Até podia ser algo bom, quando de repente sentimos que podemos fazer tudo, mas ao mesmo tempo todas essas possibilidades do mundo tornam-se um peso assombroso que ameaça soterrar-nos de ideias e desejos por concretizar. De repente o mundo sufoca-nos e o sentimento de implosão é iminente. O sentir que finalmente conseguimos algo significativo na vida, que deveria fazer toda a diferença, mas faz e não faz, porque nos faz questionar “e agora?”. Ter sonhos e atingi-los é algo que nos parece idílico, até que nos deparamos com a falta deles, de algo significativo que nos faz avançar que nos leva a ultrapassar questões, dúvidas e obstáculos tão maiores do que a multiplicidade de opções com que nos deparamos mas que não têm a mesma magnitude, que aquele objectivo que nos definiu durante grande parte da vida, sempre teve. “E agora?”… o vazio associado a esta questão precisa ser preenchido com algo igualmente relevante, porque a loucura espreita por detrás da questão associada ao pensamento seguinte: “mas afinal o que faço aqui?” e todos os pensamentos similares que se seguem. São possivelmente questões de uma mente vazia de preocupações práticas e que se enche do ser filosófico da vida e que estão perto da loucura a que a falta de resposta pode conduzir.

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