17.4.16

o agora...

Abril de 2016…
Foi em outubro do ano passado que com ainda 34 anos encontrei finalmente o emprego que me irá permitir viver e não apenas sobreviver. Mas até este momento a minha mente continua a duvidar da realidade e manifesta essa dúvida com uma espécie de insatisfação que não me larga. Trabalho na minha área de uma forma que nunca seria possível em Portugal, tenho o reconhecimento devido e sinto-me motivada profissionalmente e pelo menos esforço-me para manter o entusiasmo. Não é fácil longe dos que nos compreendem tão bem. Não é fácil sozinha. E fico perdida no meio do tanto que ainda tenho para viver, para descobrir, para conhecer. Não quero sucumbir a uma vida de rotina, à acomodação ao que é confortável e seguro. A minha sede de aprendizagem é tanta que não sei bem por onde começar. E após tantos anos a viver a contar cada cêntimo, a minha mente ainda joga com uma culpa psicológica de cada vez que cometo o impulso de arriscar algo fora dessa mesma rotina.

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