22.2.15

ano da cabra e das pessoas

O ano chinês da cabra começou a 19 de fevereiro. Entre previsões e relações, o que eu sei é que a vida me tem influenciado de várias formas. Uma delas é o desenvolvimento de um grande cepticismo sobre o ser humano, o que associado a uma incapacidade de filtrar as palavras que me saem da boca, resulta numa expressão de opinião repetidamente cínica e possivelmente tornando-me aos olhos dos outros uma cabra.

Uma das características que eu admiro nos suecos como povo é a capacidade de acreditarem no melhor das pessoas, acreditarem que todos merecem a oportunidade de transformarem a vida ou de se desenvolverem enquanto ser humano. Por mais que gostasse de acreditar nessa ideia, mantenho a minha cabrice, pelo menos nesse aspecto. Temos dificuldade em mudar por iniciativa própria e mesmo quando condicionados por situações ou limitações, procuramos o que nos é familiar e que de certa forma nos conforta e dá confiança suficiente para avançarmos com o dia a dia, ou com um projecto ou com um relacionamento. Por mim continuo a preferir ver as pessoas como um todo, virtudes sim, mas ao identificar os defeitos fica mais fácil estabelecer um relacionamento sem ilusões ou expectativas que seriam futuramente não correspondidas. E uma vez que me é dificil conter opiniões e perspectivas sobre o que observo das outras pessoa, parece que neste ano da cabra as minhas palavras vão fazer ainda mais sentido. Ou não.

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