1.7.13

Thirty days of...


Hoje faz um mês que cheguei à Suécia. O tempo passou dia após dia e não trouxe muitas novidades. Tanto que me aborrece, por vezes falar com as pessoas que deixei em Portugal. Todas sentem saudades minhas e todas me perguntam por novidades, principalmente se já encontrei trabalho. Same talk, diferent language. Mas pelo que percebi, apesar de ser tudo muito eficaz por aqui é preciso conhecer bem como funciona e ter muita paciência, porque isto demora...so not happy. 

Entretanto devolveram a mala e vou receber reembolso pelas coisas que tive de comprar para me aguentar. A minha mala teve a sua primeira e ultima viagem, faleceu de desgosto e de ter sido atirada em todas as direcções. Quando soube que tinham encontrado as minhas coisas, uma semana depois de ter chegado, senti um alivio, uma alegria e a percepção de que por mais fútil que pudesse ser, aquela mala continha parte da minha vida e sem ela até aquele dia eu tinha estado completamente perdida em lugar nenhum.
Depois veio altura de comprar o JoJo (passe para todos os transportes da Skåne por dois meses = 59€) e os meus dias de cativeiro e cravar boleia ao meu irmão tinham terminado. 
Aos poucos ia tendo a minha liberdade de volta. Comecei a passear, a visitar museus, exposições, cidades e bibliotecas. 
O meu irmão diz que mais cedo ou mais tarde tudo vai mudar. Eu tento não ficar presa nessa ideia, no entanto sinto que espero por algo que não sei sequer o que é. Ao mesmo tempo essa ânsia que me consome por dentro faz-se sentir culpada por achar que ao esperar por esse algo, estou apenas a perder tempo e que tudo o que eu faço não é suficiente. 
Ja conheci algumas pessoas, principalmente amigos do meu irmao e cunhada. Uns mais simpáticos que outros, nenhum que substitua as pessoas que me fazem falta ou que sequer seja uma pessoa que algum dia se poderia tornar uma das minhas pessoas. E eu sinto muita falta das minhas pessoas. E do sol, e de Lisboa, e da praia, e das esplanadas, e de mim lá.


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