30.10.11

Dream pictures

Os dias passam sem contemplação pela vontade dos homens. As férias transformaram-se em intermináveis e o que era supostamente certo revelou-se improvável. Os dias são preenchidos pelas idas ao ginásio e pelos passeios pela cidade com a máquina atrás. Quando me perguntam quando é que farei uma exposição das minhas fotografias, uma parte de mim fica elogiada e agradece o gosto da outra pessoa pela minha fotografia, a outra tem pena de pensar nunca vir a fazer nada do género. Sim, gostaria de mostrar as minhas fotografias, porque se por um lado gosto de mostrar a minha perspectiva sobre o que vejo, também gosto de saber que as pessoas que as vêm podem gostar, a possibilidade de gostarem do que eu vejo e por inerência gostarem de alguma parte de mim é sim algo que me faz sorrir. Pode parecer fútil ou criança ou simplesmente humano da minha parte, mas seria algo que me faria sentir bem comigo própria. E depois fico triste por pensar na minha própria incapacidade de arriscar em algo que me faria sentir bem. O medo de falhar, a ideia de não saber por onde começar, a falta de confiança na qualidade do meu olho fotográfico, o saber que existem imensos fotógrafos em Portugal com capacidade, reconhecimento profissional...e falta de oportunidades. Não que eu desejasse tornar algo que faço por puro prazer e apenas quando me apetece em algo determinante para a minha sobrevivência. Quero aproveitar a fotografia e quero continuar a fazê-la com gosto. Com aquela vontade que me permite manter a sanidade mental, quando tudo o resto está a descambar à minha volta.

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