13.10.10

Ideias...

Long live stars
Quando vim para Lisboa, e deixei tudo para trás - amigos, trabalho que gostava, casa, amor - foi o pior momento da minha vida, passei um ano em que quase todos os dias chorava de tristeza, solidão, e burrice. Mas nunca fui de desistir, sempre fui demasiado teimosa pra isso, e continuei. Comecei a conhecer pessoas, a fazer amigos, mas não era a mesma coisa. Os tempos de faculdade, as histórias e relações que aconteceram nessa altura, foram e continuam a ser, para mim, incomparáveis. Mas ao que parece não são eternas. Cada um segue com a sua vida, evoluí por um caminho diferente do que eu escolhi para mim. E se por um lado não me apetece sair de Lisboa, e mudar de vida, totalmente..., outra vez... por outro penso que não tenho nada aqui que me prenda...os amigos, como já percebi, pelo menos aqueles que importam vão continuar a importar, o trabalho é irrelevante, o amor....(não existe) sobra a familia. E neste momento é apenas pelos meus pais que não saio do país...ou talvez os use como desculpa para o receio que tenho de efectivamente fazer isso...mas ao ver o estado em que as coisas estão neste momento...
Despedi-me à uma semana atrás porque não conseguia viver com 570€ por mês em Lisboa. Sozinha ninguém consegue. Não sou de cá, logo tenho de pagar a renda de um quarto e todas as depesas. Não tenho medo de trabalhar, mas com uma licenciatura, três pós-graduações e um mestrado acabado de entregar, preciso encontrar algo que pague melhor. É claro que tenho perspectivas e possibilidades, mas confesso que quando entreguei a tese de mestrado senti um vazio, falta-me algo. A maioria das pessoas não entende porque me despedi, dizem que "pelo menos tinhas um trabalho", que não tinha qualquer futuro é certo mas.... a situação económica está tão má, que hoje em dia as pessoas têm de dar graças por terem um trabalho, pode até ser de merda e pagar mal, mas pelo menos é um trabalho...pois eu quero mais e não acho que tenha de me desculpar por isso ou ser julgada por essa ambição. Porque acredito em mim e na minha capacidade de superar situações adversas, porque se eu não tentar realizar os meus sonhos, então é que eles não vão mesmo acontecer, e por isto tudo, tirar um doutoramento no estrangeiro era muito provavelmente o ideal. Resta tentar.

1 comentário:

Anónimo disse...

Muito bem, go for it