23.8.09

01:12 de 23 de Agosto de 2009

Não consigo adormecer, a minha mente não pára de pensar, nele, no meu futuro, na decoração que gostaria de ter na minha casa...
Está "numa relação" de acordo com o facebook, e após tê-lo visto no único fim-de-semana em Faro que desejei não o encontrar (apesar de saber que exactamente por esse motivo, isso iria acontecer) sinto-me estranhamente livre. Inicialmente não nego o choque de o saber com outra pessoa que não eu, inclusivamente fiquei noites sem dormir porque assim que fechava os olhos essa imagem reflectia-se nos meus sonhos... Mas, quando o vi, e apesar de ter ficado enjoada e a tremelicar por todos os lados com medo de desabar a qualquer instante, vejo agora que em grande parte isso se deveu à memória que cultivei, durante tanto tempo de uma "bela história de amor"(que ,na realidade com tantos precalços, apenas teve uma pequena parte de belo) mas foi sim a minha primeira história de um amor verdadeiro. E de repente quando o vi, a imagem que depois não me saiu da cabeça foi a de um quase estranho...sim reconheci-o assim que o vi...sei que era ela, mas aquela não era a pessoa por quem tinha sentido tanto amor...e mais tarde quando pensei nisso foi estranho... e imensamente libertador! Neste momento tento procurar um vestigio de lamento pelo futuro com o qual eu tinha imaginado, caso alguma vez nos voltássemos a encontrar, castelos no ar que formei com base na minha própria capacidade de sonho e ilusão, pendentes de uma série de ses...se eu não me tivesse vindo embora, se ele tivesse vindo atrás de mim...e nada, não sinto nada, nem tristeza, nem desgosto nada!!! E é isto que me liberta! O facto de não sentir nada, nem sequer um vazio, o facto de me sentir pronta para viver a vida que eu escolhi, consciente de ter lutado durante 6 anos o máximo que pude por um amor que simplesmente não tinha de ser, consciente de que passei 10 anos a amar uma pessoa ou a ideia de uma pessoa....e não me arrependo do tempo que passou porque realmente tudo tem a sua época!
E agora chegou a altura de começar uma nova, afinal de contas, se ele recomeçou a vida dele, porque não hei-de recomeçar a minha, e isso passa por lutar ainda com mais força pelo que quero, passa por aproveitar ao máximo tudo o que puder, e sorrir ao longo do caminho, e se nele voltar a encontrar o amor...tanto melhor!!! :)

3 comentários:

Anónimo disse...

Pois. Precisou (ou bastou) o rapaz de arranjar namorada para te aperceberes que era tudo da tua cabeça.

Parabéns a ele pelo feito e parabéns a ti pela eureka - consequência de tal feito.

Comentário de quem não vos conhece e apenas leu o post, exemplificativo, ou esclarecedor, de muitos relacionamentos.
Que mais gente o leia.

madmax disse...

Dez anos poderá ser muito ou pouco tempo consoante a perspectiva e a nossa própria posição no espaço/tempo.
A verdade é que imagino esse rapaz como um certo panhonha com entradas enormes no cabelo e uma barba cerrada mas feita a pormenor, imagino um tipo gordo e que deixa gosma como os caracóis e imagino que usa daqueles pólos cor de rosa da lacoste e aqueles corsários cremes abaixo do joelho e uma daquelas sandálias de pele que ficam horríveis.
Contudo, nada que seja realmente libertador merece ser dito, já pensei em tudo isso de gostar de alguém que não gosta de nós, e também acho surreal não gostarmos da pessoa apenas porque a pessoa não gosta de nós. Mas que raio de egocentrismo o nosso só amarmos quem nos ama a nós!?
Epá, e já agora!?
Porque não!?
Podia dizer que o amor é partilha, é dádiva e prémio, mas então não seria amor, talvez o "Programa do Gordo" ou o "Quem quer ganha", o que é importante que percebas é que talvez gostarmos de quem não gosta de nós, faz-nos estar dependentes de alguém que possívelmente só se sente bem a exercer esse poder e esse domínio sobre os nossos sentimentos.
Quanto ao facto de o teres visto com a outra, deves pensar antes:
"Que ganda estúpida esta gaja que foi logo gramar com os restos que eu deitei fora!!!
Este gajo não era mesmo para mim, porque se não não andava com uma gaja deste nível"
E aí sim, eis que se dá a libertação...

Anónimo disse...

Comentários sábios, madmax.