26.1.09

Love...



Ando apática, ando por andar, como se percorresse um sonho que não corresponde de todo à minha vida. À 10 anos nunca pensaria estar onde estou hoje, o que não é necessariamente bom nem mau, simplesmente não era o que estava à espera...eu a eterna romântica que outrora fui...

À 10 anos conheci o amor da minha vida e pelo meio perdemo-nos um do outro, mas de certa forma nunca deixámos de estar presentes, ele nunca deixou de ter uma parte de mim e eu continuo a habitar uma parte dele. Sentimentos que ambos tentamos que não nos condenem a uma eterna deambulação pela vida à procura de algo minimamente parecido com o que tivemos, com a intensidade, o carinho, o amor...daqueles que nos faz imaginar casar, ter filhos, envelhecer ao lado, morrer por algo tão belo que chegava a tornar-se uma dor física por não se poder realizar...foi quando aprendi que mesmo o maior amor do mundo não chegava para levar uma relação a bom porto. O amor era demasiado grande...assustava como era possivel ficar tão dependente de um sorriso, um olhar, um carinho dele comigo, de mim com ele...

Mesmo que eu conduza a minha vida para outros caminhos com outras pessoas (o que dado o meu crescente individualismo, me parece cada vez mais dificil de acontecer) por vezes imagino que daqui a outros 10 anos ou quando formos os dois já de meia-idade nos juntamos para falar do passado, viver o presente e amar o futuro...e podermos finalmente ficar juntos...não sei se isso irá acontecer mas sei que ele não pode deixar de existir neste mundo, isso é de tal forma inconcebivel que me recuso a aceitar essa hipótese. Porque ele foi, é, e sempre será o grande amor da minha vida...e mesmo longe é-me dificil imaginar a vida sem ele.


Miss you...

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