9.12.08


Fez hoje 61 anos que a minha mãe nasceu. Carrega o peso do mundo nos ombros e não é feliz. Pensa demasiado naquilo que a magoa e de menos no que a faz feliz. Tem momentos...cada vez mais raros. Diz muitas vezes que não era a ela que queriam mas sim um rapaz (que nasceu mais tarde). Sofreu por um amor impossível, impedida por convenções e mentalidades. Da segunda vez que amou, não o sentiu da mesma forma, mas não aceitou a intromissão de ninguém, a vida agora era dela pra decidir o que fazer. Compensa o amor que nunca teve da mãe com o amor que me dá a mim. Temos discussões que invariavelmente acabam em lágrimas ou com o bater de portas. E temos momentos de puro girl talk. Nunca conseguirei cozinhar tão bem como ela. E nunca terei a mesma paciência para as rendas que faz todas as noites. Mas adoramos percorrer as bancas das feiras de uma ponta à outra. Ainda me diz para agasalhar bem e para não abrir a porta a estranhos...

1 comentário:

Su disse...

Mães. Únicas. E só nós é que entendemos cada uma delas, as nossas.