13.7.08

no title...

O estar sozinha foi sempre algo constante na vida, posso até considerar que se tenha tornado a minha mais frequente companhia. Chegou a ser bem vinda em certas alturas, em certos momentos ainda é, mas na maior parte do tempo em que não estou a trabalhar, em que não convivo com pessoas, em que não tenho dinheiro para enganar a tristeza em mim através da aquisição de novas coisas que me dão uma satisfação apenas momentânea...nessas alturas, a loucura fechada em mim, o grito que morre na garganta, a tristeza que sufoca as lágrimas que querem sair mas teimam em ficar...nessas alturas o poder da solidão é tão intenso e imenso que parece ter a capacidade de decidir por mim a vida que eu vivo.
Não resta muito a fazer, as tentativas de luta cansam-me, não tenho a força de vontade que tinha à anos atrás, e não tenho ninguém a não ser os meus pais e alguns bons amigos, demasiado longe de mim, e nada disto altera o facto de estar verdadeiramente fisica e pscicologicamente sozinha.
Não se trata unicamente de encontrar uma alma gémea, sinto falta dos jantares, das gargalhadas, dos disparates, de tudo aquilo que deixei para trás e não consigo encontrar nesta cidade maldita, que nos apresenta todas as oportunidades, todas as ilusões e na realidade não nos deixa entrar...continuamos anónimos, os que chegaram mais tarde e não cresceram com ela...
E parece que ainda há tanto no peito que não consigo expulsar...quase se torna uma dor fisica que não acaba...

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