17.6.08

My own Mr. Big...


O meu Mr. Big não era nem tão rico, nem tão erradamente perfeito quanto o de Carrie, mas era igualmente alto, charmoso e inatingível, incapaz de me enquadrar no plano maior da vida dele. Eu vinha sempre em último, depois da familia, depois dos amigos, encaixada entre umas noitadas e um sentimento forte demais que ele desconfiava ser apenas resultante de um feitiço.

As discussões eram inevitáveis pela falta que se fazia sentir de um aceitar. Eu desconfiada como sou, tinha-me exposto por completo, ou dava o meu melhor para isso e ele recusava partilhar-se comigo, receava que quando o fizesse eu o deixasse, e os breves momentos em que se abria uma janela, fechava-se uma porta. Não se pode mudar alguém, especialmente um homem, mas eu só gostava que ele me incluisse nela verdadeiramente por vontade própria e não como um resultado da última discussão.

Quando me ofereceu as chaves da casa dele, senti-me imensamente feliz, parecia que finalmente eu tinha um lugar, uma relação a dois e não a um...nunca cheguei a tê-las na mão....

Era uma relação masoquista comigo própria, afinal de contas era eu que não conseguia impedir de pensar nele, de querer estar com ele, de o amar...e contudo ainda acredito que durante todo aquele tempo ele também me amou...

Tivemos vários começos e vários fins, nenhum deles feliz...

Never had my happy ending...


P.S.: Pensamentos resultantes do visionamento da 1ª e 2ª série de Sex & The City e que só apenas 3 anos depois do fim desta relação sou capaz de formular....

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